quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pirogênese


A ciência não pára, é irrequieta, investiga a fundo a natureza. Tendências místicas orientais se juntam ao uso de drogas para avizinhar-se fácil do psíquico. Entre nós muitos simpatizam com o ocultismo, teosofismo, esoterismo, espiritismo, pajelança e outras. Estas tendências procuram desconhecer verdades conhecidas e por isto atribuem ao além fenômenos puramente naturais.

A parapsicologia não nega constatações surpreendentes, mas as estuda e explica os fenômenos. Sacerdotes, médicos, psicólogos, teólogos, deverão apoiar o desenvolvimento parapsicológico. Schopenhauer diz: “Os fenômenos em questão são importantes e que com eles, nos devemos familiarizar, pois este é dever do sábio”. O cristão não deverá acreditar logo em milagres ou condenar os céticos pois “eles tem o direito de não acreditar”.

Citarei alguns fenômenos explicáveis: Pedras caírem no telhado ou dentro da casa sem que ninguém as tivessem lançado, agulhas penetrarem sem motivo no corpo humano, incêndios inexplicáveis, existência de luzes ou auréolas em determinadas pessoas, perfume a invadir residência, cheiro de velas, levitação, cadáver que não se decompõe, prodígios com sangue etc...

Vamos nos deter sobre a pirogênese. José Lorenzatto em seu livro “Parapsicologia e Religião” cita o museu das almas, fundado em Roma pelo Pe. Juoet no ano de 1893: Foi iniciado um incêndio no altar de sua Igreja no dia 15 de novembro de 1887. Em meio às chamas, várias pessoas divisaram rostos sofredores. Foi um acontecimento. O Rev.do começou a coletar depoimentos outros em toda a Europa: “Impressão de três dedos, deixados no dia 15 de março de 1871, sobre o livro de orações de Maria Zangati pela falecida Palmira Rastelli falecida em 1870.
Impressão de fogo de um dedo da irmã Maria de São Luiz Gonzaga Aparecida à irmã Margarida do Sagrado Coração na noite de 5 para 6 de junho de 1894. Os fatos são muitos e poderão ser encontrados no livro “Lo Spiritismo... questo mistero” do Prof. Giovanni Batista Alfano.

O termo pirogênese significa aparecimento de fogo de uma forma misteriosa. A maioria das pirogêneses está acompanhada de pancadas e outros fenômenos. Elas refletem exatamente o que os vivos pensam sobre o purgatório ou inferno como “lugar” de sofrimento.

Lorenzatto pergunta: Será que os espíritos devem acomodar-se aos vivos ou os vivos ajustarem-se aos mortos? Nada disso. Trata-se “de uma dramatização do inconsciente dos vivos que, imbuídos das noções religiosas do purgatório, projetam a idéia externamente por meio de alucinações visuais e auditivas, originando o fenômeno. A idéia do purgatório está ligada ao fogo e no caso, as pseudo-visões só poderão deixar impressas marcas de dedos, de mão nos objetos. As almas não possuem nem mãos, nem dedos...”

O Papa Urbano VIII diz aos fiéis de encararem os fenômenos com valor humano. A pirogênese poderá manifestar-se em forma de incêndio. Na pirogênese o fogo queima, mas sem deixar cheiro de queimado e atingir lugares insuspeitos. Consome por exemplo a prateleira e não queima os papéis de mais fácil combustão. Convém então que ninguém se deixe enganar por acontecimentos que a ciência parapsicológica poderá explicar.


Aliás, Deus outorgou a nós a inteligência para que seus mistérios infinitos fossem aos poucos desvendados. A propósito, lembro-me do Pe. Antonio Carlos Peixoto, nosso mestre e que pertenceu à família dos salesianos, hoje Filhos de São João Bosco. Assim ele dizia: “Deus é infinito e por isto inesgotável. A eternidade toda, não bastará para que seus mistérios sejam desvendados”. Reflitamos

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