domingo, 11 de maio de 2008

Novos Pecados Capitais –II

Continuando o iniciado sobre pecados capitais, lembro-me de Santo Agostinho: “Pecado é qualquer ação ou desejo contra a lei eterna de Deus.” Escrevi ainda sobre o livre arbítrio ou a capacidade da criatura humana ser livre no exercício da vontade. Infelizmente ela abusa do privilégio e resvala. A reta preferência leva a imitar-se o sumo Bem “Imitatores mei estis” ou “sejam meus imitadores” diz o Senhor.
A Igreja ao sentir indesejáveis comportamentos, escolheu sete deles e os chamou de pecados capitais. O termo não é bíblico. Ele se prende a perspicácia mística. São eles: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. O termo “pecados capitais” se reporta a “caput” palavra latina que significa cabeça. Na verdade eles são como que a cabeça que dá ordem ou se torna fonte e origem de tantos desatinos...


É mais do que sabido que todo comportamento contra o Senhor, contra si mesmo e contra o próximo é pecaminoso. Se ele origina atitudes anômalas outras, “in lacto sensu” poderá ser considerado pecado capital. Vejamos: a soberba gera o orgulho, a vaidade, a arrogância, a prepotência, a auto-suficiência, a jactância. A ganância e a gula poderão gerar a exploração da pessoa humana. A destruição do meio-ambiente poderá gerar o enriquecimento ilícito, contendas, brigas e até a morte. Quantos já morreram nos campos? Também se deve considerar os direitos fundamentais da natureza humana como o aborto, eutanásia, inseminação artificial, o uso de células-tronco embrionárias, clonagem humana se provocarem a morte ou a destruição do zigoto.


O Vaticano não publicou nenhum edito novo sobre pecados capitais. O Papa não falou sobre o assunto. No Brasil Dom. Sinésio Bohn explicou em sua diocese que jamais houve uma nova lista de outros mandamentos. Não se pode negar que o mundo está atônito ante os desatinos acontecidos e noticiados a cada instante. Ninguém, está seguro. Mata-se e fica por isso mesmo. A revista Veja do dia 30 de abril publicou de Lya Luft “seu ponto de vista em menina quase morta, sozinha.” Tratou da menina Isabela explorada a exaustão pelos meios da comunicação social...


Lya Luft desta vez foi contundente: “Quem cometeu essa bestialidade terá seu merecido castigo nesse país de impunidades e de leis atrasadas?” Cita depois um menino de quinze anos que confessou na maior frieza assassinatos de dezessete pessoas. “Matei sim, e daí?” Lya Luft termina: “Eu quero mais, quero pena de morte independente da idade”.Ela falou ainda sobre a balela dos institutos de ressocialização. Pena de morte também foi pedida para o assassino do menino de Bragança. O enterro abalou a cidade, mas parece que ficou no esquecimento...


Meu leitor, isto é terrível. A grita dos bispos do Xingu, de Abaetetuba e de Soure não ecoou onde deveria ecoar. Até juristas peremptoriamente comentaram: “As adolescentes consentem em embarcar. Elas partem sabendo de tudo”.Sabendo de tudo? Sabendo que vão terminar como escravas negras?... Na verdade, interesses velados se têm transformado em princípios legais na tentativa de justificar o ilícito e a impunidade. Lembro dos conceitos de Feuerbach ao agredir o mundo capitalista: “Eles fabricam suas leis e depois se ajoelham diante delas e as adoram”. É a lei...Vamos observar a lei...”A lei torna-se imoral quando agride a consciência. A jornalista citada acima cita as “leis frouxas existentes no Brasil”. Na verdade, muitas leis se esclerosaram. Quando irão reformulá-las? O tempo não é para se tripudiar com o sério e com o justo. O tempo não é para se alcandorar a irresponsabilidade”.


Para mim, os meios da comunicação ao tratar repetido sobre o caso Isabela, não estão exagerando. Isabela no momento se tornou um símbolo. Ela resume os maus-tratos infantis, a prostituição, o desamparo, a ira, a luxúria, o ciúme, o desespero, o mal a pular em cada esquina. Urge que todas as forças vivas e conscientes não compactuem com o mal avassalador. As trevas dos comportamentos criminosos invadem a vida das famílias, das cidades, deste e dos outros Estados do Brasil. Ninguém respeita ninguém. Igreja, bispos, autoridades, todas as autoridades, governos, policia, médicos, crianças, universitários são desrespeitados. Parece que no mundo desapareceu o temor de Deus. Minha gente, é preciso refletir-se e agir. Agir sem titubear e sem vacilar. Esta faltando no mundo o reconhecimento de Deus.

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