
Dizem que são trágicos os finais dos séculos. Parece até que existe um pouco de verdade. Entre nós o passado século mutilou templos, como o da Basílica de Nazaré, quando retiraram dela os púlpitos. Pe. Afonso lá do céu, deverá ter ficado ranzinza. Era só terem avançado o presbitério até eles, tornando-o amplo. Na verdade quem entra na Basílica sente a incomum majestade do templo e logo se decepciona com o diminuto presbitério. A liturgia da palavra com aqueles púlpitos seria esplendorosa. Nas laterais do ampliado presbitério que não aconteceu, os fiéis ficariam dispostos na forma coral... Aconteceu que o vaidade se meteu e deu no que deu...
O final do séc. XIX foi também terrivelmente difícil para o mundo. Os racionalistas gargalhavam do sobrenatural chamando os católicos de ultrapassados porque aceitaram a infalibilidade pontifícia e a proclamação do dogma da Imaculada (1854). Maria Santíssima então a sorrir e sempre a sorrir para Bernardette Soubirous na Gruta de Massabielle – França apareceu a essa menina do campo e disse-lhe: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
A primeira aparição aconteceu no dia 11 de fevereiro e continuou a repetir-se por 18 vezes. Grandes multidões logo se formaram até hoje. Os peregrinos são do mundo inteiro. Por três vezes eu visitei Lourdes e Fátima. A procissão dos enfermos proporciona benção individual do SS. Sacramento. Deslumbra a procissão das velas ao cair da noite. Em Lourdes construíram três Basílicas superpostas, além daquela outra subterrânea encimada por grandiosa praça. Os milagres de Lourdes comovem, o banho nas piscinas não contaminam. As águas jorram da fonte milagrosa.
A devoção a Nossa Senhora de Lourdes se espalhou no mundo inteiro. Em Belém temos a da Capela de Lourdes frequentadíssima e que irradia piedade séria conduzida pelos reverendos padres jesuítas. Em Icoaraci o Colégio das Irmãs com o nome de N. Sra. de Lourdes. Muitas senhoras têm o nome de Lourdes. No coração do comércio de Belém existiu a Gruta de Lourdes localizada na Igreja de Sant’Ana e que fazia lembrar a de Massabielle. O Arcebispo D. Antonio de Almeida Lustosa visitava sempre esta Gruta e escolheu a data de 11 de fevereiro para sagrar-se bispo.
Pe. Afonso de Giorgio todos os anos se dirigia a 11 de fevereiro para celebrar na Gruta. Ela foi preparada pelo Pe. Domingos Dias Maltez que depois recebeu o título pontifício de Monsenhor e que na cidade era conhecido como o padre mestre. O Cônego Manoel Andrade o chamou de príncipe dos párocos de Campina. Pe. Florêncio Dubois escreveu: “Mons. Maltez, o vivificador da Igreja de Sant’Ana adquiriu na França as imagens do Senhor Morto, de Jesus Ressuscitado, de São Pedro. De lá trouxe paramentos preciosos e conseguiu com o Papa Pio X em 1906 ricos privilégios para esta Gruta como indulgência plenária no dia da Festa, missa privilegiada a quando das celebrações, o paramento azul e outras alfaias.
Personalidades ilustres freqüentaram a Gruta como o major Afonso Dourado, Isaias Oliveira da Paz, Carlos Soutelo Contente, o inspetor Pantoja e outros. Meus leitores nada foi considerado. Rebentaram a Gruta. Destruíram a Gruta de Lourdes da Igreja de Sant’Ana As publicações confundiram como aquela de um jornal no caderno “Cartaz” do dia 13 de outubro que relata: “Dom Vicente diz que a residência permanece. Permaneceu? A residência foi demolida e também a a antiga escola paroquial da Campina fundada pelo ínclito Mons. Maltez. Não sei se o pároco da Igreja foi ouvido. Se ouvido foi, não o atenderam pois ele parece não ter sido omisso. Os outros não têm a vivência quotidiana do templo. Chegam como “espalha-brasa” para destruir em desrespeito aos párocos, mutilando origens e a história...
Na década de chumbo, as demolições quase sempre partiram de um fervoroso devoto de Yemanjá. A comparação que irei fazer poderá ser até vulgar, mas eu a coletei em Roma a quando dos estudos sociais: Os párocos passaram a ser considerados substância pastosa a se conterem na fôrma quando fabricam “pão de ló”. Os párocos de Sant’Ana e da Catedral estão vivendo dias difíceis depois de terem sido despojados da dignidade humana como a de nem ter onde morar. Onde o Direito Canônico? Onde a sensatez? Agora, vá o de “méritos” comprar um quilo de café. Ele se embananará todo porque nunca fez compras deste jaez. Viveu flutuando em cascos míticos. É um horror o que fizeram na igrejas de Belém.
O final do séc. XIX foi também terrivelmente difícil para o mundo. Os racionalistas gargalhavam do sobrenatural chamando os católicos de ultrapassados porque aceitaram a infalibilidade pontifícia e a proclamação do dogma da Imaculada (1854). Maria Santíssima então a sorrir e sempre a sorrir para Bernardette Soubirous na Gruta de Massabielle – França apareceu a essa menina do campo e disse-lhe: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
A primeira aparição aconteceu no dia 11 de fevereiro e continuou a repetir-se por 18 vezes. Grandes multidões logo se formaram até hoje. Os peregrinos são do mundo inteiro. Por três vezes eu visitei Lourdes e Fátima. A procissão dos enfermos proporciona benção individual do SS. Sacramento. Deslumbra a procissão das velas ao cair da noite. Em Lourdes construíram três Basílicas superpostas, além daquela outra subterrânea encimada por grandiosa praça. Os milagres de Lourdes comovem, o banho nas piscinas não contaminam. As águas jorram da fonte milagrosa.
A devoção a Nossa Senhora de Lourdes se espalhou no mundo inteiro. Em Belém temos a da Capela de Lourdes frequentadíssima e que irradia piedade séria conduzida pelos reverendos padres jesuítas. Em Icoaraci o Colégio das Irmãs com o nome de N. Sra. de Lourdes. Muitas senhoras têm o nome de Lourdes. No coração do comércio de Belém existiu a Gruta de Lourdes localizada na Igreja de Sant’Ana e que fazia lembrar a de Massabielle. O Arcebispo D. Antonio de Almeida Lustosa visitava sempre esta Gruta e escolheu a data de 11 de fevereiro para sagrar-se bispo.
Pe. Afonso de Giorgio todos os anos se dirigia a 11 de fevereiro para celebrar na Gruta. Ela foi preparada pelo Pe. Domingos Dias Maltez que depois recebeu o título pontifício de Monsenhor e que na cidade era conhecido como o padre mestre. O Cônego Manoel Andrade o chamou de príncipe dos párocos de Campina. Pe. Florêncio Dubois escreveu: “Mons. Maltez, o vivificador da Igreja de Sant’Ana adquiriu na França as imagens do Senhor Morto, de Jesus Ressuscitado, de São Pedro. De lá trouxe paramentos preciosos e conseguiu com o Papa Pio X em 1906 ricos privilégios para esta Gruta como indulgência plenária no dia da Festa, missa privilegiada a quando das celebrações, o paramento azul e outras alfaias.
Personalidades ilustres freqüentaram a Gruta como o major Afonso Dourado, Isaias Oliveira da Paz, Carlos Soutelo Contente, o inspetor Pantoja e outros. Meus leitores nada foi considerado. Rebentaram a Gruta. Destruíram a Gruta de Lourdes da Igreja de Sant’Ana As publicações confundiram como aquela de um jornal no caderno “Cartaz” do dia 13 de outubro que relata: “Dom Vicente diz que a residência permanece. Permaneceu? A residência foi demolida e também a a antiga escola paroquial da Campina fundada pelo ínclito Mons. Maltez. Não sei se o pároco da Igreja foi ouvido. Se ouvido foi, não o atenderam pois ele parece não ter sido omisso. Os outros não têm a vivência quotidiana do templo. Chegam como “espalha-brasa” para destruir em desrespeito aos párocos, mutilando origens e a história...
Na década de chumbo, as demolições quase sempre partiram de um fervoroso devoto de Yemanjá. A comparação que irei fazer poderá ser até vulgar, mas eu a coletei em Roma a quando dos estudos sociais: Os párocos passaram a ser considerados substância pastosa a se conterem na fôrma quando fabricam “pão de ló”. Os párocos de Sant’Ana e da Catedral estão vivendo dias difíceis depois de terem sido despojados da dignidade humana como a de nem ter onde morar. Onde o Direito Canônico? Onde a sensatez? Agora, vá o de “méritos” comprar um quilo de café. Ele se embananará todo porque nunca fez compras deste jaez. Viveu flutuando em cascos míticos. É um horror o que fizeram na igrejas de Belém.
Para terminar eu pergunto: Onde os vestígios de uma sepultura existente na Igreja de Sant’Ana? Teria sido a sepultura de Landi? Ninguém pesquisou. Simplesmente apagaram o vestígio assim como fizeram com os escritos do presbitério relembrando o VI Congresso Eucarístico Nacional. Meu internauta: O verdadeiro turismo se queda absorto em contemplar vivências do ontem e do hoje e sente repugnância pela destruição dos inícios...
Um comentário:
É uma tristeza o que fizerão com a memória não só da igreja mas de tantos que frequentavam essa gruta.É de lamentar.
Gostaria de ter mais informações sobre assunto por favor mande-me mais informações sobre ela ou onde posso encontrar, já que em livros não é encontrado parte da história paraense. Sou acadêmica de museologia meu email-wverissimo10@yahoo.com.br
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