
Terminei a leitura do livro do professor Fernando Mariano Rodrigues, antigo colega do Seminário. Ele era do Menor. Naquele tempo, convidado fui pelo então seminarista José de Ribamar seu colega de divisão. Fomos à Salinas, deslumbrando-nos com o incomensurável oceano e suas dunas, mostradas pelo Modesto, seu irmão. A família nos recebeu. Dele e com atenção, li um outro de seus livros: “Saudades de Minha Aldeia”. Leitura objetiva, simples e escorreita que me fez recordar tanta coisa e conhecer inícios outros como o do Benjamim Marques.
Sobre o livro “Padres Amantes” (título apimentado), deve ser lido e refletido. Após o Concílio Vaticano II, no “De Eclésia” os conceitos evoluíram e o grande evento afirmou que a Igreja deva ser entedida como o povo de Deus em marcha, para descobrir verdades. “Quid est veritas?” O que é a verdade? A verdade é Deus. Como verdade Ele se derrama no universo e os mais ousados vão descobrindo existências e realidades até antão desconhecidas. Julgo ter sido esta a intenção do Fernando ao focalizar a imagem do padre como homem diferente e não mutilado. Quando garoto eu quis ser diferente e por isso empolguei-me com o sacerdócio. Aliás, todos somos diferentes. Temos a inconfundível personalidade.
A seriedade do Fernando foi visível no seu pesquisar. Todo pesquisador deve ser sério e o Fernando Mariano não admitiu leviandades no seu livro. Ele focalizou no padre o celibato obrigatório. O celibato é um dom, mas é de se notar que Deus não deu a todos esse dom. Os dons foram distribuídos de acordo com a sua insondável vontade. Muitos receberam o dom para a vida celibatária, mas não a maioria. Vale notar que existem homens e mulheres celibatários, sem ser padres ou religiosas. Se todos fossem celibatários de há muito tempo o gênero humano teria desaparecido, o que contrariaria o Senhor que ordenou às criaturas se multiplicarem. No entanto, todos deverão proclamar a gloria do Senhor: “Os céus e a terra cantam a glória do Senhor”, diz o Salmista. Entre os que anunciam e querem anunciar mais forte o Senhor, encontram-se os não celibatários. Por que os fazer calar?...O serviço de glorificação ao Pai, não deve ser exclusivo dos célibes. Jesus escolheu também casados para o serviço. Tenho a impressão de que as razões de conveniência levaram a Igreja a exigir o celibato obrigatório e não o celibato optativo para o serviço. Razões de conveniências são razões humanas e não bíblicas.
Considerando meu caso particular, eu jamais teria casado. Não teria dado certo. Sou agradecido a D. Mario que me deu o titulo de Cônego e a D. Alberto ter conseguido para mim o título pontifício de Monsenhor, mas eu sempre preferi o de padre. Padre quer dizer pai. Pai espiritual e não carnal. Pai carnal também não me empolgou, mas eu sou eu e muitos dos meus colegas sacerdotes não são iguais a mim. Deus me conduziu a este caminho e eu sou feliz. Padre para sempre. Agora devo dizer: Na velhice eu sinto a solidão. Moro sozinho em Marituba. Eu e Deus. Às vezes desejo conversar. Qual é o jovem ou qual é a jovem que deseja morar com um velho de oitenta e seis anos? Qual é o parente que se irá voltar complacente a este velho e também qual o eclesiástico? Eu já tive duas vezes edema pulmonar agudo. O edema pulmonar agudo é fatal, mas eu não morri. Apareceu gente caridosa para me socorrer. No entanto aceito o pensamento de Santo Agostinho: “Solidão, teu nome é inferno”. O Fernando cita essa passagem à pagina 122.
A solidão se distancia do preceito Divino da caridade ou do amor “Amai-vos uns aos outros”. Amar a quem se se estar só? O verdadeiro amor não é etéreo. O verdadeiro amor é pessoal, porque se radica em Deus que é Uno em substancia e Trino em Pessoa. A esta altura considere-se o tratado teológico “De Deo Uno et Trino” ou o nosso Deus substancialmente é Uno e Trino nas Pessoas. O mistério se detém na expressão latina circumiscestio que aponta o Pai a se voltar ao Filho para do Filho pelo amor, retornar ao Pai qual amoroso círculo de entrega para a posse. Entrega sem volta não é amor. Onde se viu amor de uma banda só? Na família o esposo se lança à esposa para se rever no filho gerado... ”carne da mesma carne”. O Divino Espírito Santo nada mais é que o amor do Pai para o Filho ininterruptamente retornado. Afirmações outras, não são verdadeiras. Por que radicalizar-se então a não verdade?
O que anima é saber que tudo passa. A verdade sim, não morre e também as idéias honestas. Outros encontrarão solução para os mil problemas na Divina Palavra, isto é, na Bíblia. É preciso saber ouvir o Senhor. Sua palavra é diferente do linguajar humano. A Igreja institucional começou a pedir perdão e um dia poderá repetir o gesto. É bom que o equilíbrio leia o livro para refletir, para meditar e para agir. O mundo anseia por novidade e a grande novidade é Cristo. Se Ele for ouvido outra será a fisionomia do social em todos os presentes. Parabéns. Felicito leitor
Sobre o livro “Padres Amantes” (título apimentado), deve ser lido e refletido. Após o Concílio Vaticano II, no “De Eclésia” os conceitos evoluíram e o grande evento afirmou que a Igreja deva ser entedida como o povo de Deus em marcha, para descobrir verdades. “Quid est veritas?” O que é a verdade? A verdade é Deus. Como verdade Ele se derrama no universo e os mais ousados vão descobrindo existências e realidades até antão desconhecidas. Julgo ter sido esta a intenção do Fernando ao focalizar a imagem do padre como homem diferente e não mutilado. Quando garoto eu quis ser diferente e por isso empolguei-me com o sacerdócio. Aliás, todos somos diferentes. Temos a inconfundível personalidade.
A seriedade do Fernando foi visível no seu pesquisar. Todo pesquisador deve ser sério e o Fernando Mariano não admitiu leviandades no seu livro. Ele focalizou no padre o celibato obrigatório. O celibato é um dom, mas é de se notar que Deus não deu a todos esse dom. Os dons foram distribuídos de acordo com a sua insondável vontade. Muitos receberam o dom para a vida celibatária, mas não a maioria. Vale notar que existem homens e mulheres celibatários, sem ser padres ou religiosas. Se todos fossem celibatários de há muito tempo o gênero humano teria desaparecido, o que contrariaria o Senhor que ordenou às criaturas se multiplicarem. No entanto, todos deverão proclamar a gloria do Senhor: “Os céus e a terra cantam a glória do Senhor”, diz o Salmista. Entre os que anunciam e querem anunciar mais forte o Senhor, encontram-se os não celibatários. Por que os fazer calar?...O serviço de glorificação ao Pai, não deve ser exclusivo dos célibes. Jesus escolheu também casados para o serviço. Tenho a impressão de que as razões de conveniência levaram a Igreja a exigir o celibato obrigatório e não o celibato optativo para o serviço. Razões de conveniências são razões humanas e não bíblicas.
Considerando meu caso particular, eu jamais teria casado. Não teria dado certo. Sou agradecido a D. Mario que me deu o titulo de Cônego e a D. Alberto ter conseguido para mim o título pontifício de Monsenhor, mas eu sempre preferi o de padre. Padre quer dizer pai. Pai espiritual e não carnal. Pai carnal também não me empolgou, mas eu sou eu e muitos dos meus colegas sacerdotes não são iguais a mim. Deus me conduziu a este caminho e eu sou feliz. Padre para sempre. Agora devo dizer: Na velhice eu sinto a solidão. Moro sozinho em Marituba. Eu e Deus. Às vezes desejo conversar. Qual é o jovem ou qual é a jovem que deseja morar com um velho de oitenta e seis anos? Qual é o parente que se irá voltar complacente a este velho e também qual o eclesiástico? Eu já tive duas vezes edema pulmonar agudo. O edema pulmonar agudo é fatal, mas eu não morri. Apareceu gente caridosa para me socorrer. No entanto aceito o pensamento de Santo Agostinho: “Solidão, teu nome é inferno”. O Fernando cita essa passagem à pagina 122.
A solidão se distancia do preceito Divino da caridade ou do amor “Amai-vos uns aos outros”. Amar a quem se se estar só? O verdadeiro amor não é etéreo. O verdadeiro amor é pessoal, porque se radica em Deus que é Uno em substancia e Trino em Pessoa. A esta altura considere-se o tratado teológico “De Deo Uno et Trino” ou o nosso Deus substancialmente é Uno e Trino nas Pessoas. O mistério se detém na expressão latina circumiscestio que aponta o Pai a se voltar ao Filho para do Filho pelo amor, retornar ao Pai qual amoroso círculo de entrega para a posse. Entrega sem volta não é amor. Onde se viu amor de uma banda só? Na família o esposo se lança à esposa para se rever no filho gerado... ”carne da mesma carne”. O Divino Espírito Santo nada mais é que o amor do Pai para o Filho ininterruptamente retornado. Afirmações outras, não são verdadeiras. Por que radicalizar-se então a não verdade?
O que anima é saber que tudo passa. A verdade sim, não morre e também as idéias honestas. Outros encontrarão solução para os mil problemas na Divina Palavra, isto é, na Bíblia. É preciso saber ouvir o Senhor. Sua palavra é diferente do linguajar humano. A Igreja institucional começou a pedir perdão e um dia poderá repetir o gesto. É bom que o equilíbrio leia o livro para refletir, para meditar e para agir. O mundo anseia por novidade e a grande novidade é Cristo. Se Ele for ouvido outra será a fisionomia do social em todos os presentes. Parabéns. Felicito leitor
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