Desta vez é diferente. Para variar? Eu nem sei. “varietas delectat” ou “ é bom se variar”. Quero deter-me à lógica filosófica e ao bom senso. Na lanchonete vizinha, alguém pediu café e logo lhe foi servido. O outro alguém começou a reclamar sobre a fumaça saída do charuto. Ninguém fumava charuto e nem cigarro. Havia sim, xícaras inúmeras nas mãos dos fregueses. Xícara não é charuto.
Toda xícara proclama sua identidade. Ela é exemplo da objetividade da verdade. No caso das células-tronco, são freqüentes as afirmações de que a Igreja entrava a ciência, é obscurantista, é cafona e retrograda. Não somente a Igreja Católica, mas são cafonas dizem, todos os que acreditam em Deus e têm fé. Os sem fé vivem no etéreo. Depois de tanta luta o galardão do humano será a cova escura ou o túmulo?...
A esta altura eu convido o leitor para deter-se sobre os inícios. Eles são confusos, nebulosos e difíceis. Lembrem-se: “O começo já é meio caminhado andado”.A Igreja Católica não foi clara no passado quanto ao inicio da vida humana. A ciência ainda não havia chegado ao ponto de hoje. Com a evolução do pensamento científico, a Igreja optou pela lógica, baseando-se nas descobertas (cientificas). Seu amor à ciência é visível nos inúmeros colégios e universidades cristãs espalhadas no mundo. Não foi a Igreja que apresentou ou inventou termos científicos como óvulo, ovócito, zigoto, movimentos peristálticos, mitose, coordenadas pelo DNA, divisões do óvulo após a fecundação, blastômeros de dois, quatro e oito até chegar a mórula transportada ao útero e a respectiva fixação e nidação e também o que se seguiu para originar a blástula, glástula. Foi a ciência que afirmou primeiro as características do zigoto e que ele já era organismo. Tudo muito objetivo. A descoberta científica ajudou a Igreja se definir com precisão. Fundamentada na ciência, sentiu a objetividade da verdade.
A Dra. Fabiana Borja Bastos, especialista em bioética falou claro o conhecido por qualquer estudante de Biologia: “Desde que os vinte e três cromossomos do pai se juntem aos vinte e três cromossomos da mãe está coletada toda informação genética necessária e suficiente para exprimir os caracteres do novo individuo. Aceitar esta evidência não é questão de gosto ou opinião. O zigoto não é o primeiro momento da vida, mas é a vida toda condensada, resumida e apta para ser desenvolvida. Etapas outras irão acontecer como a do nascimento, da primeira infância, segunda infância, adolescência. mocidade, virilidade, velhice e morte.
Procedem as afirmações cientificas porque lógicas. O mandamento “não matar” está impresso na consciência. Ele é lei natural. Para nós os crentes, a Igreja não tem poder de anular a lei de Deus, nem que quisesse. Eu já escrevi e vou repetir: A célula fecundada ou o zigoto não é uma coisa, não é um objeto, não é uma prótese. Ele vive, cresce e se multiplica por que lhe foi infundida a alma imortal por Deus.
Volto-me agora ao início: xícara não é charuto. É o café da xícara que exala fumaça. A xícara tem sua identidade. Quem afirmar ser ela um charuto não está com a verdade. O zigoto é vivo, por isso ele é desejado para implantes. Se vivo não o fosse não serviria para nada. Reflita o leitor: a ciência enquanto o mundo for mundo continuará suas pesquisas, ela haverá de descobrir caminhos sensatos e não criminosos para debelar patologias terríveis que impressionam porque causadoras de vexames e sofrimentos. O cientista, sobretudo o médico que jurou defender a vida, não deverá destruir inocentes, incapazes de gritar pedindo socorro. O crime repugna a sensatez humana...
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