terça-feira, 4 de março de 2008

Células-Tronco

Embrião humano na fase de blastocisto,
do qual se extraem as células-tronco embrionária.
Fonte da Imagem:



Li à página 4-Brasil Hoje do Diário do Pará datado de 3/3/2008: “Supremo fará julgamento histórico”. Agora sintam o destaque: “A depender do resultado, todos vamos para o inferno”. Deboche? Eles se o forem, irão conscientes, pois assumiram e assumindo, não temeram o castigo eterno. Convictos, evocam a ciência, mas a ciência ainda não conseguiu dominar enfermidades com células-tronco. Elas são versáteis. A pretensão de levar pessoas com patologias degenerativas e em cadeiras de rodas é comovedor e teatral. Julgo eu, ser isso desumano. Mayana Zatz em Páginas Amarelas da revistas Veja da edição 2050, número 9 do ano 41 (5/3/2008) dá exemplo: “Eu injeto células-tronco para regenerar o músculo de alguém, mas as células resolvem virar osso. Se isto acontecer, não tenho mais como controlar o processo”.



Foi constatado que células-tronco injetadas em roedores produziram tumores de origem embrionárias chamados teratomas. Se elas forem injetadas no humano serão rejeitadas vez que, o genoma do receptor é diferente do doador. A esta altura, o leitor deverá recordar o princípio: “Os fins não justificam os meios”. No processo pretendido o fim é bom, pois a intenção é a de curar doentes, mas os meios para curá-los não são bons, pois para tanto irão levar morte ao embrião. Cristo curou muitos enfermos, mas para curá-los não matou ninguém...



Li nesse jornal. A mulher a ser assaltada e pressentindo a morte, ajoelhou-se ante ao criminoso e suplicou-lhe que não a matasse. É comovente a reação da mulher. No caso do embrião humano, ele não pode suplicar. Fisiologicamente ainda não se completou. Não poderá pedir socorro? Matá-lo é tão desumano quanto desumano foi o gesto criminoso que matou a suplicante.



A Dr. Alice Teixeira Ferreira no I congresso internacional em defesa da vida realizado entre 6 e 10 de fevereiro de 2008 em São Paulo, afirmou: “ O embrião humano não é um monte de células”. Células não são moléculas, eu acrescento. A célula é viva, a molécula não. Para se obter células-tronco seja de embrião humano, clonado ou não, é preciso se matar o embrião. O embrião tem vida repito, e não é lícito matá-lo. Dizer-se que o óvulo fecundado pelo espermatozóide só se torna gente depois de inserido no útero materno, é grotesco...


A sensatez e a lógica afirmam que a vida se inicia a quando da fecundação do óvulo pelo espermatozóide. O cristianismo, seja ele católico ou evangélico, aceita a sensatez e esta evidência lógica. Os defensores da oficialização de pesquisas estão sendo ilógicos. Peço ao leitor refletir sobre a crassa ilogicidade e incoerência: matar para que outros vivam.

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