Catedral de Belém
Felizmente não
foram projetados os vazios criados pela insensatez. Cito o ambulatório para
carentes, o gabinete dentário, a biblioteca, o museu, a residência paroquial,
com seus equipados kits nets, o
segundo refeitório transmudado em aposento do pároco para dificultar a
circulação interna do templo. Os destruidores deram a impressão de desconhecer
o que venha a ser programa de
necessidades, conhecido por acadêmicos iniciantes de engenharia e arquitetura.
A necessidade antecede a arte e só depois surge a forma ideal para satisfazer o
humano.
Também não vi
o antigo quadro de Santa Maria de Belém, que se encontrava no refeitório do
Arcebispado, junto a outro muito grande, o da Ceia do Senhor. Lembro-me de que esta
primeira relíquia, eu a contra-gosto entreguei ao SPHAN por ordem do então
Arcebispo, o pseudo-herói das demolições. A pretensão de destruir o ossuário e a
capela das almas, inaugurados na minha gestão não se concretizou. Praza a Deus
que os atuais e futuros líderes da Arquidiocese, nunca mais repitam o
infantilismo ou a ingenuidade de entregar a mãos espúrias, o pouco que ainda
resta do patrimônio da Arquidiocese de Belém

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